MILHAFRE-REAL

Milvus milvus

BIOMETRIAS

Comprimento 60-66 cm

Envergadura 140-165 cm

Peso 0,75 a 1,3 kg

Identificação

 

É uma ave de rapina de tamanho médio. Na sua plumagem dominam os tons ruivos matizados por riscas escuras. A cabeça e parte do pescoço têm uma cor cinzento-clara, levemente riscada de negro. Em voo, distingue-se muito bem de outras aves de rapina pela sua cauda grande e bifurcada de tons ruivos. As asas são compridas e relativamente estreitas e, na parte de baixo, possuem uma mancha de tons brancos. A zona dos “dedos” tem uma coloração negra. Quando voa, bate as asas de forma “elástica” e o corpo apresenta um movimento de “sobe e desce”.

Onde ocorre

 

A população de milhafre-real encontra-se bastante espalhada pelo país, podendo ser encontrada a norte do rio Tejo, no Planalto Mirandês, na região de Ribacôa, na área entre Castelo Branco e Idanha-a-Nova, no Alentejo e, por vezes, também no sudoeste algarvio no período de migração pós-nupcial. O milhafre-real é uma ave residente e parcialmente migratória (durante o inverno). A população invernante cresce de forma significativa devido à vinda de aves procedentes do Centro e Norte da Europa.

Onde vive

 

Esta ave vive em planaltos, planícies e zonas de baixa montanha, associadas a atividades agro-silvo-pastoris. É uma espécie que gosta de habitar em zonas florestais, com árvores de médio e grande porte.

O que come

 

A sua alimentação é bastante diversificada e inclui espécies silvestres de aves e peixes, presas vivas, restos de animais mortos ou mesmo detritos recolhidos em aterros sanitários, onde é possível observar dezenas de indivíduos, durante o inverno, no centro e sul do país.

Como vive

 

O milhafre-real é uma espécie monogâmica e cada casal ocupa, em geral, um território. Contudo, em regiões com muita disponibilidade de alimento, podem formar colónias desagregadas.

Esta espécie nidifica em árvores, normalmente de grande porte, mas também pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais, bem como reutilizar ninhos de anos anteriores. Ambos os progenitores cuidam das crias e o processo de nidificação começa em março. Os milhafres-reais formam, muitas vezes, bandos em dormitórios localizados em árvores.

Estatuto de conservação e ameaças

 

A população residente de milhafre-real tem um estatuto de conservação “Criticamente em Perigo”. No nosso território, a população de milhafre-real é muito reduzida e encontra-se em declínio. Relativamente à população invernante desta espécie, está classificada com um estatuto de conservação “Vulnerável”.

O abate a tiro, uso de veneno, eletrocussão em linhas elétricas, ingestão de pequenos animais vítimas de pesticidas, redução da disponibilidade alimentar, desflorestação e instalação de parques eólicos são as principais ameaças para esta espécie.

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